A Tal da Música…

30/04/2009

…é um trem difícil viu. Poisé, hoje foi mais um daqueles dias: você acorda com a cara amarela, olha que horas são e, sem nenhuma sensação em especial, vai pro banheiro fazer o que deve ser feito. A partir dai, se você for como eu, você subiu as escadas, depois desceu outro lance de escadas e depois mais um – ai finalmente você chega ao piano.

Eu faço isso quase todo dia, Pratico incessantemente. Pena que, e isso pesa na minha consciência, não é todo dia que faço os exercícios de música que eu deveria estar fazendo. Normalmente pratico eles 3 dias da semana só. Que vergonha, era pra praticar todo dia! O resultado: passo muito tempo inventando moda no piano, esperando a inspiração vir de novo ou tocando as mesmas coisas que já toquei milhares de vezes. Consequência: de tempos em tempos chego na aula de música e constato que estou uma merda. Dificuldade em exercícios banais, e demora pra pegar compassos simples. Acabo tomando “chingo” (é mais uma chamada de atenção) do professor, dizendo pra eu focar e estudar direito! “Música não é só sair tocando que nem um louco não”. Poisé, o Luís tem tazão. Eu tenho que deixar dessa vida de vagabundo, sem horários nem preucupações e tomar tenência!

Exemplos de marcações de ritmo.

Exemplos de marcações de ritmo.

A aula de hoje foi Let It Be, pra quem não conhece, uma música dos Beatles, muito famosa. Eu achava que sabia tocar Let It Be no piano. Tudo bem que nunca tinha realmente parado pra pegar ela direito e tal, nunca tinha nem parado pra tirar de ouvido. Nada. Só de cabeça. Cheguei na aula hoje e vi que ela é diferente do que eu imaginava, e com ritmos banais. Ritmos esses que eu não consegui pegar.

De qualquer modo, chegamos a seguinte conclusão: música é coisa pra quem tem vontade. Não adianta fraquejar no meio do caminho, como eu fiz, perdendo tempo com coisas idiotas. É coisa pra quem quer e quer muito. Se você for mecher com música, saiba: vai requerer tempo, esforço e dedicação tanto física quanto psicológica.

Eu quero. Por isso to indo pro piano agora, praticar ritmos e trocas de acordes invertidos (sim, quem entende sabe que é simples). Então…

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E pra quem ainda estiver aqui:


Mesclando Sons

22/04/2009

Isso é algo que eu pensava há algum tempo já: como misturar dois instrumentos em uma música? Tenho pra mim que é algo muito importante, já que muitas músicas muito bonitas têem mais de um instrumento, sem falar que deve ser incrível conseguir compor uma bela melodia onde todas as harmonias se encaixam perfeitamente.

Pachelbel Canon in D (a música do primeiro post); Alguns dos compassos dos violinos e os compassos do violocenlo.

Pachelbel Canon in D (a música do primeiro post); Alguns dos compassos dos violinos e os compassos do violocenlo.

Dai fico imaginando o que daria pra fazer com o que sei tocar, mas… droga, é nessas horas que eu devia saber tocar violino e violoncelo. Acho que vou ter que me virar com um violão e um piano, mas dia que eu fizer uma música boa com dois instrumentos eu coloco ela aqui.

Por enquanto, um vídeo de uma parte da famosa 9th Symphony, de Ludwig van Beethoven:

PS.: acho incrível como os violinos se misturam nas harmonias dessa música.


O Nome das Músicas

20/04/2009

Toda vez que componho uma música, me deparo com o mesmo dilema: que nome dar a minha mais nova criação? Esse um assunto que possivelmente assombra muitos compositores (ou não), mas pessoalmente me atrapalha muito. Fico pensando nisso, tentando relacionar as idéias de nomes com a atmosfera que a música cria, mas ai aparecem vários empecilhos, como, por exemplo, em que língua será o nome? Inglês? Mas eu sou brasileiro! E dai?, você já viu música de piano com nome em português? Já! Foda-se. Nome meio da arte é tudo uma questão de como algo aparenta ser, e um nome pode ser importantíssimo. Deveria usar os nomes “formatados” de músicas eruditas? Ou seguir o exemplo de Chopin que não dava nome a nada? Talvez pedir umas sugestões a Claude Debussy quanto a isso…

De qualquer modo, abaixo está minha mais nova criação…sem nome. Espero que alguém aprecie.


Bring It On Home…

14/04/2009

Eis então que após dias ouvindo música erudita e apreciando violinos, violocelos e outros instrumentos soando em perfeita harmonia, resolvi ouvir um pouco do bom e velho Blues. E então lembrei desse blog e achei que o Blues merecia uma citação.

O Blues é um estilo musical velho para os padrões atuais de idade dos estilos. Começou na música popular dos negros americanos, misturado com country e folk – e mesmo esses dois não tinham muita distinção na época. Agora o interessante da história: de acordo com a teoria musical clássica, o blues é todo errado. Notas fora das escalas, campo harmônico todo errado; mas já que o pessoal começou a gostar do som das guitarras dos bluesmen, mais tarde acabaram criando a escala Blues.

O Blues foi de suma importância para a música popular mundial, e mesmo que hoje em dia não faça mais tanto sucesso, ainda é apreciado por muitas pessoas. Dentre os estilos que foram claramente influênciados pelo Blues podemos citar: rock, folk, country e rhythm & blues.

Gravura de um Bluesman

Gravura de um Bluesman

É interessante de se notar que a maioria dos músicos que tocam blues usam instrumentos muito bonitos de se ver.

Nomes sugeridos: Howlin Wolf, Muddy Waters, Buddy Holly e Led Zeppelin.

Abaixo, um vídeo do YouTube de um cover da versão que o Led Zeppelin fez para a música Bring it On Home:


Canon in D Major for Three Violins and Basso Continuo

13/04/2009

Recentemente um amigo mandou um link para um vídeo no youtube, que mostrava um comediante dizendo o quanto odiava as linhas de violoncelo de uma música a que ele se referia como “Canon in D”. Bom, risadas do vídeo a parte, algum tempo depois resolvi procurar sobre a tal, e acabei encontrando a música cujo nome é o título desse post. A essa altura já ouvi ela trocentas vezes, e não enjoei ainda. Ouvi versões variadas, dentre elas uma interpretação para piano muito boa, pelo pianista americano Lee Galloway.

De qualquer modo, tenho para mim que essa música é uma das mais bonitas que já ouvi. Johann Pachelbel, o compositor, se excedeu nesse dia, conseguindo combinar o que há de melhor na música com um toque “celestial” que só o barroco tem.

Johann Pachelbel (Nuremberg, 1 de setembro de 1653 — Nuremberg, 9 de março de 1706)

Johann Pachelbel (Nuremberg, 1 de setembro de 1653 — Nuremberg, 9 de março de 1706)

Vídeo no youtube com uma interpretação do clássico: