Método

Minha vida foi uma confusão esse ano. Comecei a tocar piano no ano passado, em Agosto, e logo no começo desse ano havia decidido que queria viver de música. Então eu pensei que o caminho para isso era a faculdade de música, um lugar para aprender música de verdade. Naquele momento eu não tinha noção real do, digamos, mundo em que eu estava entrando – tinha pouquíssima noção musical. Bom, os primeiros seis meses foram dedicados a teoria musical e a solfejos, embora eu reconheça agora que poderiam muito bem ter sido melhor empregados. Não que teoria musical e solfejos sejam ruins, mas que eu tenha preguiça de solfejar e de escrever sobre teoria, isso eu tenho. De qualquer modo, em Julho entrei para o curso de extensão da UFMG, e agora tenho aulas de piano com o professor Maurício Veloso, que já me ensinou muito, embora meu progresso tenha sido pequeno (por culpa muito provavelmente minha). Então, desde Agosto venho tentando melhorar no piano, e foi só nesse mês que surgiu algum fruto. Até duas semanas atrás minha prática era fraca e, de certo modo, quase sem método. Sábado que vem é o vestibular. PRECISO acabar amanhã a Marcha Turca, 100%, e ainda ler até o fim as outras duas partituras! E é o que vou fazer, nem que tenha que ficar no piano a manhã seguinte!

De qualquer modo, algumas das coisas que aprendi com o Maurício (algumas das quais também ditas pelo Luis*):

– Quando for estudar, toque devagar até alcançar a perfeição. A partir dai aumente gradualmente a velocidade da execução.

– Toque relaxado. Quando as mãos estão tensas, o movimento fica difícil, é fica fácil perder notas e ritmo.

– Tenha foco, estude o necessário, e procure sanar os problemas conscientemente. Como um amigo disse, não adianta tocar 1000 vezes e achar que na milésima primeira vai sair direito.

E, portanto, tenho um plano para a prática da semana: começar com uma hora de aquecimento, com alongamentos e exercícios de dedilhado de Cortot e Bélla Bartok. Feito isso, praticar a peça A Little Song (Dimitri Kabalevski) por uma hora. Após isso, praticar um misto de dedilhados e exercícios de ritmo por outra hora. Finalmente, uma hora dedicada a sanar os problemas da Marcha Turca, seguida por outra hora para a Invenção a Duas Vozes de J. S. Bach. A partir dai, alternar entre descanso e as peças.

Espero realmente que isso funcione. Não sei se devo passar no vestibular agora, mas gostaria de conseguir tocar uma peça boa lá. Uma vez pelo menos, sabe…

E agora, a música que eu estava ouvindo no momento (e que por sinal vi num concerto outro dia):

*Luis é meu professor de violão/guitarra, teoria musical, solfejo e ditado melódico. Faço aula com ele há quase três anos. Grande pessoa, incrível musicalmente.

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One Response to Método

  1. De Paula disse:

    Ah sim, muito provavelmente sua culpa. Talvez não seja toda sua culpa, claro.

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